Epilepsia: uma neurodiversidade? Um enfoque pedagógico sobre o diagnóstico de epilepsia

Autores

  • Silvania Maria da Silva Gil Mestra em Educação. Doutoranda em Educação, Universidade Católica de Santos
  • Manuel Vázquez Gil Psicólogo, Psicanalista Clínico

DOI:

https://doi.org/10.58203/Licuri.83084

Palavras-chave:

Escola Inclusiva, avaliação pedagógica, personalidade epilética

Resumo

Este estudo aborda reflexões acerca da epilepsia e sua relação com a educação. Convulsões epiléticas são assustadoras e geralmente carregadas de fortes preconceitos em especial devido à salivação que as acompanham. A literatura sobre o assunto é predominantemente médica e a epilepsia é apresentada como uma patologia, espécie de descarga elétrica acima do suportado pelos neurônios, que pode danificá-los e provocar danos ao Sistema Nervoso Central. Neurodiversidade é um termo cunhado pela socióloga australiana Judy Singer (1998), num movimento visando colocar as deficiências dentro de um modelo social, em oposição ao modelo médico vigente à época. Enquanto o modelo médico focava a deficiência como uma característica do indivíduo, algo que lhe faltaria e que teria que ser reposto para que pudesse participar em condições de igualdade com as demais pessoas, o modelo social advogava que a deficiência não é do sujeito, mas das condições sociais em que estava inserido. Nesta compreensão buscamos por meio da revisão bibliográfica, o aporte teórico, composto por estudiosos da área que dialogam entre si. Para o modelo médico, a pessoa com deficiência deveria ser “consertada”; para o modelo social, o ambiente é que deveria ser adequado com remoção de barreiras físicas e atitudinais, para que a pessoa com deficiência pudesse participar ativamente como cidadão perfeitamente inserido na sociedade. Assim, este trabalho pretende demonstrar que é possível, com a difusão do conhecimento sobre a personalidade epilética, classificar a epilepsia dentro do arco das neurodiversidades e, desse modo, reivindicar também para ela os direitos do modelo social.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

COELHO, Lucia Maria Salvia. Epilepsia e Personalidade, São Paulo, SP, Ed. Ática, 1980.

Convenção Internacional sobre os Direitosdas Pessoas com Deficiência. ONU, 2006

Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – Decreto 6949, Presidência da República,, 2009

Gil, Manuel Vazquez.ODomdo Autismo, Belo Horizonte,MG,Ed.Quicelê,2015.

GIL, Manuel Vazquez. A Escola da Inclusão e a Escola da Superação. Aprendendo a Aprender: uma breve constatação de que, na inclusão, é a prática que gera a teoria. Vozes da Educação, vol.VI,PortoAlegre, RS,Ed.Dialogar,2018a.

GIL, Silvania Maria da Silva. Os Fatores Neurotróficos e a Aprendizagem: como a Neurociência pode facilitar o trabalho em sala de aula. Vozes da Educação ,vol.VIII, Porto Alegre, RS, Ed. Dialogar, 2018b.

PONTE, W. A. Os Mitos da Epilepsia, suas Origens e sua Importância – Revista Brasileira dePsiquiatria,1967.

SILVEIRA, Anibal. Aplicação da Genética Humana à Higiene Mental – Revisão de 300 matrículas do Centro de Saúde de Santana. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, São Paulo, SP, Ed. Separatum,1956.

Singer, Judy – tese de mestrado na University of Technology Sydney, 1988, publicado m pela UK Open University Press, 1999.

Downloads

Publicado

04.04.2023

Edição

Seção

Capítulos do Livro